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Segundo dumas, existem três critérios que apontam a existência de uma disfuncionalidade no comportamento da criança ou adolescente. Cite quais são estes três critérios e os explique brevemente.

R: São eles:

  1. Desvio: o comportamento da criança ou adolescente desvia significativamente do que é considerado normal para a sua faixa etária ou contexto social e cultural. Por exemplo, um comportamento agressivo ou antissocial que se manifesta com frequência e intensidade acima do esperado.

  2. Duração: o comportamento problemático persiste por um período prolongado de tempo, mesmo que haja intervenções e tentativas de mudança. Isso significa que a criança ou adolescente apresenta o comportamento com frequência e durante um período de tempo prolongado, não sendo apenas um episódio isolado.

  3. Intensidade: o comportamento problemático é intenso e causa prejuízos significativos para o bem-estar e/ou desenvolvimento da criança ou adolescente, bem como para as pessoas que estão em seu convívio. Por exemplo, comportamentos autodestrutivos, comportamentos sexuais inapropriados ou comportamentos que colocam a integridade física de outras pessoas em risco.

Esses critérios são usados como orientação para avaliar a necessidade de intervenções terapêuticas ou psicossociais para ajudar a criança ou adolescente a lidar com seus comportamentos disfuncionais. No entanto, é importante destacar que cada caso deve ser avaliado individualmente e que a presença desses critérios não indica necessariamente uma patologia ou transtorno.

 

Por muito tempo, se opôs as causas hereditárias contra as causas ambientais na etiologia dos quadros de sofrimento em saúde mental. Justifique ou critique esta afirmação.

R: A oposição entre causas hereditárias e causas ambientais na etiologia dos quadros de sofrimento em saúde mental é uma discussão antiga e ainda presente na psiquiatria e psicologia. No entanto, é importante destacar que essa polarização não é uma abordagem adequada ou precisa para entender a complexidade dos fatores envolvidos no desenvolvimento de transtornos mentais.

A interação entre fatores genéticos e ambientais é complexa e dinâmica, e muitas vezes é difícil separar o impacto de cada um. O ambiente pode influenciar a expressão dos genes, bem como moldar o desenvolvimento cognitivo, emocional e social da criança, enquanto os fatores genéticos podem influenciar a maneira como a pessoa lida com o ambiente.

Portanto, é inadequado fazer uma oposição entre as causas hereditárias e ambientais na etiologia dos transtornos mentais, uma vez que ambos os fatores são importantes e interagem de maneiras complexas. As causas hereditárias podem predispor a pessoa a desenvolver certos transtornos, mas esses transtornos só se desenvolvem em um ambiente propício. Da mesma forma, um ambiente adverso pode causar problemas de saúde mental em pessoas sem predisposição genética, mas pode não ter o mesmo efeito em pessoas que são geneticamente resistentes.

Assim, é importante que a avaliação dos transtornos mentais leve em consideração tanto os fatores hereditários quanto ambientais, e busque entender como esses fatores interagem e se manifestam em cada caso individual. A abordagem mais atual e precisa é entender os transtornos mentais como resultado da interação complexa entre fatores biológicos, psicológicos e sociais, sem polarizar ou desconsiderar qualquer um desses fatores.

 

Segundo dumas, assim como nos adultos, problemas de saude mental em crianças e adolescentes. Entretanto, nas crianças e jovens, estas dificuldades têm caracteristicas mais especificas, como: comorbidade, cronicidade, e o carater preventivo das intervenções. Justifique esta frase explicando cada uma destas caracteríticas diferenciais.

R: Na psicologia e psiquiatria infantil, é comum observar características específicas que diferenciam os problemas de saúde mental em crianças e adolescentes dos problemas em adultos. É importante destacar que essas características não são absolutas e podem variar de acordo com o caso individual. Segundo Dumas, essas características são:

  1. Comorbidade: É comum que crianças e adolescentes apresentem mais de um problema de saúde mental simultaneamente, o que é conhecido como comorbidade. Por exemplo, um adolescente pode apresentar sintomas de depressão e ansiedade ao mesmo tempo. Isso torna o diagnóstico e tratamento mais complexos, pois cada problema de saúde mental pode influenciar o outro.

  2. Cronidade: Muitos problemas de saúde mental em crianças e adolescentes tendem a se tornar crônicos, ou seja, duram por um período prolongado de tempo. Isso pode ser devido a uma variedade de fatores, incluindo dificuldades no tratamento, falta de aderência ao tratamento ou agravamento dos sintomas.

  3. Caráter preventivo das intervenções: As intervenções na saúde mental de crianças e adolescentes tendem a ter um caráter mais preventivo, ou seja, buscam prevenir ou intervir precocemente em problemas de saúde mental. Isso porque o desenvolvimento infantil e adolescente é uma fase crucial para o desenvolvimento cognitivo, emocional e social, e problemas de saúde mental podem ter um impacto significativo nesse processo. Além disso, intervenções precoces podem ajudar a prevenir problemas mais graves no futuro.

Essas características diferenciais destacadas por Dumas mostram a importância de uma abordagem específica e cuidadosa na avaliação e tratamento dos problemas de saúde mental em crianças e adolescentes. A compreensão dessas características pode ajudar profissionais de saúde mental a desenvolver estratégias mais eficazes e personalizadas para ajudar as crianças e adolescentes a lidar com seus problemas de saúde mental e alcançar um desenvolvimento saudável.

 

Segundo dumas, "não existe um fator que, por si só, explique o porquê de certos jovens desenvolverem problemas de saúde mental". Explique esta frase, apontando quais são os fatores de risco de saúde mental na própria criança, na escola e na comunidade.

R: A frase de Dumas destaca que não existe um único fator que possa explicar o desenvolvimento de problemas de saúde mental em jovens. Em vez disso, esses problemas geralmente resultam de uma combinação de fatores de risco que afetam a criança, sua escola e sua comunidade. Alguns exemplos desses fatores incluem:

  1. Fatores de risco na própria criança: Problemas de saúde mental em crianças podem ser influenciados por fatores biológicos, como predisposições genéticas a transtornos mentais, bem como por fatores psicológicos, como traumas, baixa autoestima e dificuldades emocionais. Além disso, problemas de saúde física, como doenças crônicas, também podem afetar a saúde mental da criança.

  2. Fatores de risco na escola: A escola é um ambiente importante para o desenvolvimento infantil, mas também pode apresentar fatores de risco para a saúde mental. Isso pode incluir bullying, isolamento social, pressão acadêmica excessiva, falta de apoio e recursos para alunos com necessidades especiais e problemas de disciplina.

  3. Fatores de risco na comunidade: A comunidade em que a criança vive também pode influenciar sua saúde mental. Por exemplo, comunidades com altos níveis de violência, abuso de substâncias, desemprego e falta de acesso a serviços de saúde podem aumentar o risco de problemas de saúde mental em crianças e jovens.

Portanto, entender os múltiplos fatores de risco que afetam a saúde mental de crianças e adolescentes é essencial para identificar e tratar esses problemas de forma eficaz. Isso requer uma abordagem holística que leve em consideração a criança, a escola e a comunidade em que ela vive.

 

Explique o que são síndromes externalizantes e síndromes internalizantes

R: Síndromes externalizantes e síndromes internalizantes são dois grupos de sintomas que podem ocorrer em crianças e adolescentes com problemas de saúde mental.

Síndromes externalizantes referem-se a comportamentos que se manifestam externamente e são direcionados para fora do indivíduo. Esses comportamentos geralmente incluem agressividade, impulsividade, desafio às regras e normas, comportamento opositivo e hiperatividade. Crianças e adolescentes com síndromes externalizantes podem ter dificuldade em controlar suas emoções e comportamentos, e podem ter um impacto negativo em sua capacidade de se relacionar com outras pessoas e funcionar bem na escola e em outros ambientes sociais.

Síndromes internalizantes, por outro lado, referem-se a comportamentos que são direcionados para dentro do indivíduo e se manifestam internamente. Esses comportamentos geralmente incluem ansiedade, depressão, isolamento social, baixa autoestima e problemas de alimentação. Crianças e adolescentes com síndromes internalizantes podem ter dificuldade em expressar seus sentimentos e em pedir ajuda, o que pode levar a problemas de saúde mental não tratados.

Ambas as síndromes podem coexistir e influenciar-se mutuamente. Por exemplo, crianças e adolescentes que apresentam sintomas externalizantes podem apresentar sintomas internalizantes devido à dificuldade em lidar com as consequências de seu comportamento, como o afastamento social ou a rejeição dos colegas. Da mesma forma, crianças e adolescentes com sintomas internalizantes podem manifestar comportamentos externalizantes em resposta a problemas pessoais ou familiares.

É importante notar que síndromes externalizantes e síndromes internalizantes são apenas categorias amplas de sintomas, e cada indivíduo pode apresentar uma combinação única de sintomas que requer uma abordagem personalizada e individualizada para o tratamento e gerenciamento de seus problemas de saúde mental.

 

Aponte quais são os 4 níveis de gravidade dos transtornos do desenvolvimento intelectual (antigo retardo mental), explicando também quais são os três domínios que o dsm usa para explicar como é o funcionamento destas pessoas, em cada um destes três nível de funcionamento. 

R: O Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5) apresenta quatro níveis de gravidade para os Transtornos do Desenvolvimento Intelectual (TDI), que anteriormente eram conhecidos como Retardo Mental. Esses níveis são baseados no nível de suporte que a pessoa precisa para lidar com as demandas da vida diária.

Os quatro níveis de gravidade são:

  1. TDI leve: as pessoas com TDI leve têm um QI entre 50-70 e geralmente não são diagnosticadas até a idade escolar. Elas podem ser capazes de aprender habilidades acadêmicas e sociais, mas podem precisar de ajuda e suporte para lidar com situações novas ou complexas.

  2. TDI moderado: as pessoas com TDI moderado têm um QI entre 35-49 e geralmente são diagnosticadas na primeira infância. Elas podem aprender habilidades práticas, como cuidar de si mesmas, mas geralmente têm dificuldade em aprender habilidades acadêmicas e sociais. Precisam de ajuda e suporte diário em muitas áreas.

  3. TDI grave: as pessoas com TDI grave têm um QI entre 20-34 e geralmente são diagnosticadas durante a primeira infância. Elas têm dificuldade em aprender habilidades práticas e acadêmicas, e muitas vezes precisam de apoio constante em sua vida diária.

  4. TDI profundo: as pessoas com TDI profundo têm um QI abaixo de 20 e geralmente são diagnosticadas na primeira infância. Elas têm dificuldade em aprender habilidades práticas e acadêmicas e precisam de apoio intenso e constante em todas as áreas de suas vidas.

O DSM-5 usa três domínios para explicar o funcionamento das pessoas com TDI em cada um desses níveis de gravidade:

  1. Domínio intelectual: refere-se à capacidade cognitiva geral da pessoa, medida pelo QI e pela capacidade de aprender habilidades acadêmicas.

  2. Domínio adaptativo: refere-se à capacidade da pessoa de lidar com as demandas diárias da vida, como cuidar de si mesma, se comunicar com outras pessoas e se adaptar a novas situações.

  3. Domínio etiológico: refere-se às possíveis causas subjacentes do TDI, como problemas genéticos, problemas durante a gestação ou problemas durante o parto. Esse domínio pode ser usado para ajudar a identificar a causa do TDI e orientar o tratamento e o manejo dos sintomas.

Quais são as três características essenciais (ou critérios a. B. E c. Do dsm) que definem a existência de um quadro de tea?  Explique-os brevemente.

R: As três características essenciais que definem a existência de um Transtorno do Espectro Autista (TEA) de acordo com o DSM-5 são:

A) Déficits persistentes na comunicação social e na interação social em múltiplos contextos, manifestados por déficits em pelo menos uma das seguintes áreas:

  • Comunicação verbal e não verbal;

  • Desenvolvimento e manutenção de relações sociais apropriadas à idade;

  • Comportamento social, emocional e/ou em jogos simbólicos.

B) Padrões restritos e repetitivos de comportamentos, interesses e atividades, manifestados por pelo menos dois dos seguintes critérios:

  • Comportamentos motores ou verbais repetitivos ou estereotipados;

  • Adesão inflexível a rotinas ou rituais específicos e não funcionais;

  • Interesses restritos, intensos e fixos que são anormais em intensidade ou foco;

  • Hiper ou hiporreatividade a estímulos sensoriais ou interesse incomum em aspectos sensoriais do ambiente.

C) Sintomas devem estar presentes no início do período de desenvolvimento, embora podem não se tornar plenamente aparentes até as demandas sociais excederem as capacidades limitadas do indivíduo ou podem ser mascarados por estratégias aprendidas mais tarde na vida.

Essas características devem estar presentes desde a infância e afetar significativamente o funcionamento social, acadêmico ou ocupacional do indivíduo.

 

Quais são os tres niveis de gravidade do espectro autista, conforme descrição do dsm? Expique-os brevemente.

R: O DSM-5 (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, 5ª edição) descreve três níveis de gravidade para o Transtorno do Espectro Autista (TEA), baseado no nível de suporte necessário para o indivíduo na área social e comunicativa. São eles:

  1. Nível 1: Requer apoio - O indivíduo apresenta déficits sociais e de comunicação que interferem levemente na interação social e nas atividades cotidianas. Ele pode ter dificuldades em iniciar ou manter conversas e apresentar comportamentos estereotipados ou repetitivos, mas consegue realizar atividades rotineiras sem ajuda significativa.

  2. Nível 2: Requer substancial apoio - O indivíduo apresenta déficits mais marcantes na comunicação e na interação social, com maior dificuldade para estabelecer relações sociais e realizar atividades cotidianas sem apoio significativo. Ele pode apresentar estereotipias mais intensas e reações inadequadas em situações sociais, além de dificuldades em mudanças na rotina.

  3. Nível 3: Requer apoio muito substancial - O indivíduo apresenta déficits severos na comunicação e na interação social, com grande dificuldade para realizar atividades cotidianas sem apoio significativo. Ele pode apresentar pouca ou nenhuma resposta a estímulos sociais, ausência de comunicação verbal e/ou não verbal e comportamentos repetitivos intensos que interferem na realização de atividades rotineiras.

Esses níveis são importantes para avaliar as necessidades e o tipo de suporte que o indivíduo com TEA precisa receber em seu ambiente, bem como para planejar intervenções adequadas para cada caso.

 

Conforme dumas, incialmente se pensava que os autistas não teriam vinculos com as pessoas proximas; também, que eles não saberiam diferenciar pessoas conhecidas dos estranhos (dumas, p.104). Entretanto, a autora demonstra que as pesquisas recentes não comprovaram isto. A que a autora se refere? Explique.

R: A autora Dumas se refere à ideia anteriormente difundida de que os indivíduos com Transtorno do Espectro Autista (TEA) teriam dificuldades em estabelecer vínculos afetivos com pessoas próximas e também em distinguir pessoas conhecidas de estranhos. No entanto, a autora argumenta que pesquisas recentes mostram que isso não é verdade. Na verdade, indivíduos com TEA podem estabelecer laços afetivos, embora possam apresentar peculiaridades na forma como expressam suas emoções. Além disso, eles são capazes de reconhecer pessoas conhecidas e se lembrar de informações pessoais sobre elas. No entanto, podem ter dificuldades em interpretar pistas sociais sutis e em compreender o contexto social de determinada situação.

 

Qual é a epidemiologia e as caracteríticas ligadas à genero entre autistas?

R: A epidemiologia do Transtorno do Espectro Autista (TEA) indica que ele é mais comum em meninos do que em meninas, com uma proporção de cerca de 4:1. Estima-se que a prevalência do TEA na população em geral seja de cerca de 1 em cada 54 crianças, de acordo com dados do Centers for Disease Control and Prevention (CDC) dos Estados Unidos.

Em relação às características ligadas ao gênero entre autistas, algumas pesquisas sugerem que meninas com TEA podem apresentar uma forma de expressão mais sutil e menos estereotipada do que meninos com o mesmo diagnóstico, o que pode dificultar a detecção precoce do transtorno em meninas. Além disso, as meninas podem ter maior facilidade em imitar comportamentos sociais e em compreender as emoções das outras pessoas do que os meninos com TEA. Por outro lado, os meninos com TEA tendem a apresentar mais problemas comportamentais e de regulação emocional do que as meninas com o mesmo diagnóstico. No entanto, é importante ressaltar que essas diferenças entre os gêneros ainda são objeto de estudos e que cada indivíduo com TEA é único em suas características e necessidades.

 

As crianças autistas manifestam principalmente dificuldades evidentes em termos sociais e pragmático da linguagem”. Dumas, p. 106 . Dê exemplos destas disfuncionalidades da linguagem no tea

As crianças autistas podem apresentar diversas dificuldades em relação à linguagem, incluindo:

  1. Atraso na aquisição da fala: algumas crianças autistas podem demorar mais tempo do que o esperado para começar a falar, ou apresentar dificuldades em produzir sons e palavras de forma clara e compreensível.

  2. Ecolalia: repetição mecânica de palavras ou frases que a criança ouviu anteriormente, sem uso funcional da linguagem. Por exemplo, a criança pode repetir exatamente uma frase que foi dita a ela, mas sem demonstrar que entendeu o significado.

  3. Dificuldades na comunicação não-verbal: os autistas podem ter dificuldades em utilizar gestos, expressões faciais e contato visual de forma adequada e em responder a esses sinais emitidos pelos outros.

  4. Linguagem estereotipada: alguns autistas podem desenvolver padrões de fala repetitivos e fixos, com pouca variação ou flexibilidade. Esses padrões podem incluir a repetição de palavras ou frases específicas, uso de jargões ou linguagem incomum.

  5. Dificuldades em compreender a linguagem social e contextual: os autistas podem ter dificuldades em entender o uso da linguagem em diferentes contextos sociais, como piadas, ironias e metáforas.

Essas são apenas algumas das disfunções da linguagem que podem ser observadas em crianças com TEA. É importante lembrar que as dificuldades podem variar de acordo com o grau e o tipo de autismo apresentado por cada indivíduo

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